Sep 05 2008

Reinventar a Democracia

Publicado por Miguel Cabezas Seções Política, Quebrando a Linha

NetmindSó votei duas vezes na minha vida, aos 18 e 22 anos, a partir daí decidi que nunca mais votaria em ninguém. Todos os políticos, tanto de esquerda como da direita, me pareciam, e ainda me parecem, ligados a redes de interesses que pouco tem a ver com os verdadeiros interesses dos cidadãos.

Nada contra a democracia, que, segundo as palavras de um grande estadista como foi Churchill, é o sistema de governo menos ruim do mundo, porém, fica claro que as eleições nos países democráticos, são, em maior ou menor medida, um circo mediático para escolher shows-man (por não utilizar outra palavra que atente, injustamente, contra a dignidade de certa profissão circense) denominados a sim mesmos como políticos.

O político é um profissional que salvo alguns casos patológicos, caracterizados pelo vírus da ideologia (algo assim como uma versão ateia da religião) ou de megalomania (geralmente milionários com graves problemas de afectividade que querem ser reconhecidos na sociedade), é um cara, que, basicamente, quer se dar bem na vida nas custas dos outros.

Seguindo esta definição pode se dizer que um amigo dos recursos alheios (tecnicamente, um ladrão), é, antes do que nada, um analfabeto político. Quando o tal sujeito percebe como é possível “captar” recursos alheios fazendo uso da velha arte da dialéctica no seu pior sentido (o que no Brasil conhece-se como a arte da enrolação) e descobre como a maior parte da população é crédula e ingénua, a sua atitude muda radicalmente, e passa a se “profissionalizar” na carreira política.

Claro que as coisas no mundo, não são geralmente brancas nem pretas, mas de um tom cinza. Há políticos com certo grau de honestidade, há misturas de corrupção com algo de bom senso, e também há os que se enganam a sim mesmos até que atingem o poder (e isso faz parecer com que são autênticos), estes últimos geralmente enquadrados no tal das patologias já citadas.

Com o poder nas mãos eis que a coisa muda (como numa mágica de Houdini), o discurso se esgota e aquela mirada terna torna-se uma faca para cortar o bolo.

Nos tempos atuais de globalização, ainda temos que entender que mesmo que o presidente de uma nação esteja impregnado da melhor das vontades, o seu poder é bastante limitado, diante das complexas redes de relacionamento na economia mundial.

Nem as instituições multilaterais, criadas após a segunda guerra mundial, como o Banco Mundial e o FMI, dão conta do recado, simplesmente estamos governados por sistemas totalmente ineficientes, incapazes de dar conta dos desafios locais e globais (todos eles inter-relacionados).

Em resumo, há uma maquinaria pública governada por profissionais denominados a sim mesmos, políticos, com competências limitadíssimas sobre os problemas que tratam, centrados nas suas próprias carreiras e bolsos, e subordinados à redes de interesses que apoiam as suas candidaturas. Claro que a alternativa a eles é mais assustadora ainda, são os loucos das ideologias, capazes de matar a sua mãe em nome do partido.

A questão toda gira em torno da eleição destes políticos e do sufrágio universal, da manipulação da midia, e da verticalização do poder para uns poucos leões ter controle sobre a massa de ovelhas.

Eu tenho certeza absoluta que se deputados-as, prefeitos-a, governadores-as,  ou presidentes-a dos países fossem escolhidos aleatoriamente entre a população adulta, as chances de ter melhores governos melhorariam de forma exponencial.

No fundo desta ideia, aparentemente mirabolante, subjace a questão de que não é possível construir uma democracia sem o compromisso dos seus cidadãos. Na verdade, eu gostaria de votar, sim, mas numa democracia de verdade, onde o compromisso com o ato de governar, seja ensinado desde cedo, nas escolas.

Atualmente, assistimos na televisão como campanhas governamentais tentam mostrar a população a importância de votar certo e não vender o voto. No entanto, é difícil encontrar alguém minimamente digno para ocupar um cargo público, e quando ele existe, a relação de forças para disputar a eleição é totalmente desfavorável.

No final, na equação mental dos mais desfavorecidos, na qual todos os políticos são farinha do mesmo quintal, se impõe o juízo do retorno mínimo (uma mixaria), o qual mantém a máquina do poder funcionando (leia-se, triturando).

Numa verdadeira democracia o compromisso com as contas públicas de todos os cidadãos, combinado com as redes sociais e a tecnologia da informação, deve fazer com que o político deixe de ser um “profissional” para se transformar em simples cidadão, que, através das redes sociais, evidencie os problemas da comunidade, e mantenha controle sobre uma administração publica transparente, esta sim, profissional, exenta de cargos políticos e comissionados.

Também não acredito em que uma pessoa, um presidente, um ser humano no fim das contas, tenha a capacidade para resolver problemas de envergadura mundial. E uma reunião de presidentes ao mais alto nível como a do G8, é uma reunião de egos, altamente ineficiente em relação aos problemas globais, normalmente com uma visão estreita dos problemas.

O cargo de presidente de uma nação é a substituição popular da figura do Rei (cujo poder emanava de Deus e era despótico demais) por um cargo eleito e limitado no tempo, os parlamentos, sempre foram galinheiros de interesses e continuam como os mesmos mecanismos corruptos e lentos para atender as necessidades da população.

É precissa uma renovação na forma em que os representantes dos cidadãos são escolhidos para exercer cargos públicos de condução dos assuntos públicos, uma nova forma de ver a política como responsabilidade de todos os cidadãos, uma desprofessionalização da política.

Se queremos vencer os desafios globais, fome, mudanças climáticas, devastações, guerra, terrorismo, etc… é preciso mudar a nossa visão de macacos que precisam ser liderados para macacos que assumam o seu compromisso com o grupo.

O poder é uma patologia que a ciência deve estudar, a liderança humana deve ser re-encaminhada para a auto-organização.

Isto é Netmind

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Sep 04 2008

Microsoft, Inovação é o meu Credo

Publicado por Miguel Cabezas Seções Notícias, Quebrando a Linha

NetmindVocês sabem que eu não simpatizo muito com a Microsoft (por dizer de um modo elegante e positivo que não sou fan ;) do modelo de negócios da chamada gigante de Redmond) ou então lêem muito pouco este blog, porém, o que é justo é justo, e temos que parabenizar a Microsoft, pois a sua equipe de pesquisa & desenvolvimento (algo assim como o departamento jurídico de qualquer outra empresa) obtive a patente das teclas PageUp e PageDown. Sim, isso mesmo, as teclas para avançar e retroceder páginas que se usam em qualquer software que faça uso de textos.

Realmente, temos que reconhecer como esta empresa bilionária é tão criativa e inovadora, que consegue patentes por coisas que já existem muitos anos antes de que o velho Bill incluisse elas no sistema das janelas. Na verdade, a criatividade da Microsoft não conhece limites. O mantra deles deve ser algo assim como “Inovação é o meu Credo”, embora na verdade a palavra pei… seja mais pertinente com a sua vocação criativa.

Temos que nos descobrir também diante da competência do departamento de patentes USA pela concessão desta patente à Microsoft. A globalização sem dúvida esta aproximando as práticas jurídicas de todos os países e os USA estão sentindo o peso das correntes bananeiras da globalização.

Acredito que as próximas patentes da gigante de Redmond, devem estar na linha de patentear as setas de sentido esquerdo e direito, e, quem sabe, num insight profundo, o próprio conceito de “tecla”.

Os imensos recursos da Microsoft, sem dúvida, estão sendo bem utilizados pelo CEO Ballmer. Pesquisas de como patentear formas de respirar e de andar, devem estar em andamento. O velho Bill pode respirar tranquilo com Ballmer no comando e seguir fazendo caridade nos países pobres deste mundo.

Mas no fundo, no fundo, todos sabemos que a intenção de Bill e vender o Vista a Deus (Bill sempre pensa grande e como bom guru está lá na frente na estrada do futuro, observando nitidamente… o Apocalipse, é claro), ummmm, também o plano pode ser mais humilde, tipo ter uma vaga vip no céu. Eu, pessoalmente, estou mais inclinado na hipótese da vender o vista a Deus. A conversa seria algo assim:

Olha lá, Deus, admite que o Windows tiro a fome de muita gente, ele é do bem. Além do mais, o universo esta descontrolado, é um completo caos, galáxias colidindo, buracos negros (que papo racista é esse, ein!!!), e que história é essa do monolito, isso é muito bizarro, pensa em “usabilidade”, pensa em “facilidade”. Que não é confiável?  Uns bugs aqui e acolá no Céu e na Terra (pense em interacção), vão confundir o capeta. Falando disso, eu já consegui o contrato dele, não resistiu quando viu as clausulas dos meus advogados, ficou chorando falando do fim da história. Veja lá agora, o inferno transformou-se numa experiência realmente infernal, e não aquela merda obsoleta de Dante. No fim das contas, problemas são sempre oportunidades para fechar um bom negócio.

Isto é Netmind

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Sep 02 2008

Google Reage à Estratégia Agressiva do Novo Explorer 8 da Microsoft e Lança o seu Proprio Navegador, o Chrome

Publicado por Miguel Cabezas Seções Notícias

Comentava num post anterior que o Explorer 8, mesmo melhorando bastante o medíocre Explorer 7, errava feio na sua tentativa ou estratégia de fornecer a possibilidade de operar como se Google não existira na Internet (uma quimera).

A Intenção por trás disso esta bem clara, aproveitar a ainda elevada cota de utilização do Explorer na Internet (ainda superior ao 70%) para desviar os usuários às ferramentas alternativas fornecidas pela Microsoft (motores de busca e publicidade, principalmente).

Naquele post fiz a predição dum aumento a meio e longo prazo do resto dos navegadores (pois oferecer este tipo de possibilidade é uma estratégia muito arriscada e os usuários não são idiotas), mas eis que o Google reage da forma mais agressiva possível, lançando o seu próprio navegador, denominado Chrome, totalmente livre e de código aberto, porém ainda em versão Beta.

O Chrome, estará disponível em breve, como comentam no Blog Oficial da Google, entre as suas características destacam a possibilidade de gerenciar os erros de cada página web de forma isolada, com o qual, a possibilidade de que o Navegador trave no seu conjunto é mínima. Também se faz ênfase num motor java melhorado, porém, mais importante ainda, é que dada a natureza de código aberto do novo navegador, haverá versões nativas pra Linux e Mac.

Google esta mandando um recado grosso a Microsoft, um navegador com o respaldo da Google e orientado a código aberto, pode ser um míssil letal para o sistema das janelas, com os aplicativos migrando maciçamente do desktop para a web, o Chrome pode acelelar incrivélmente a migração para sistemas Linux.

Outra importante consequência a longo prazo,  no meu ver, é que o Safari, vai tender a desaparecer. Apple deveria desisitir desse projeto, a comunidade, com o apoio de Google, simplesmente vai engolir todo o mercado de navegadores. No caso de Apple deveriam perguntar-se se não é melhor apoiar também o projero Mozilla.

Boas, não, ótimas notícias pra a comunidade de soft. livre. Mais uma vez fica patente a incompetencia de Ballmer para gerenciar a nova era da Microsoft.



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Aug 31 2008

Get-You, Utilidade Linux para Download de Vídeos de Youtube

Publicado por Miguel Cabezas Seções Dicas, GNU/Linux, Ubuntu

Com Get-You, você pode fazer facilmente downloads de sites de vídeos de Youtube, Dailymotion, Metacafe, MyVideo, Clipfish, MTV-Video, Yahoo-Video, Google-Video, Myspace-Video.

A utilidade precisa ter java instalado (Instalar Java 6 e plugin para Firefox)

Além disso o software permite pesquisar, transformar os vídeos para outros padrões como avi, extrair áudio, previsualizar, etc…

Em resumo, uma utilidade bastante completa que vale a pena instalar. Para usuários de Ubuntu é só baixar o pacote e clicar duas vezes nele para ativar o instalador Gdebi.

Download Pacote Ubuntu

A utilidade ficara acessível via aplicações -> Internet

Via Be Linux My Friend



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Aug 30 2008

Microsoft Internet Explorer 8, Mais uma Estratégia Errada do Gigante de Redmond

Publicado por Miguel Cabezas Seções Mundo WEB

Após renunciar a aquisição de Yahoo (leia-se perder a batalha), a Microsoft decide enfrentar o seu nêmesis particular, o Google, no enfrentamento direto na base de negócios do líder da Internet, ou seja, a pesquisa e a publicidade. Para tanto, parece que o novo navegador da Microsoft, o Explorer 8, “permite” trabalhar de forma totalmente opaca às ferramentas e serviços da Google.

Isto é, fracamente, uma péssima estratégia. Imaginem um supermercado que reduza a sua oferta de produtos, e coloque somente os que considere mais rentáveis, desprezando totalmente os gostos do consumidor e as preferências do mercado. Durante certo tempo, a curto prazo, a ideia pode até funcionar, porém, os resultados a meio e longo prazo, serão um completo desastre, com migração de clientes para outros supermercados com mais alternativas. O supermercado ficara com um grupo reduzido de clientes aos que, isso sim, tirará o máximo possível de lucro. Quanto tempo demorara para que os otários clientes percebam que estão sendo lesados?

Microsoft persiste na sua ideia de impor os seus critérios ao mercado ao invés de perceber as mudanças que estão acontecendo (como fez com o Vista). As estratégias de Ballmer (CEO da Microsoft)  são de uma arrogância que beira a megalomania, a sua falta de ideias e de criatividade para enfrentar a concorrência de Google é total.

No entanto, temos muito que agradecer a Microsoft, porque com este tipo de estratégias, o crescimento do Firefox e outros navegadores como Safari e Opera, deve acelerar-se. Passo em falso da Microsoft na Guerra dos Navegadores.

Previsão: daqui a cinco anos será muito bonito escutar as histórias de como o navegador derrotado da primeira guerra dos navegadores, o mítico Netscape, ressurgiu das suas cinzas graças ao código livre (Firefox) e detonou o Explorer.



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Aug 28 2008

Você Está Sendo Vigiado???

Publicado por Miguel Cabezas Seções Quebrando a Linha, Segurança

NetmindSe você exerce um cargo de responsabilidade, é um lider social, sindical, ou ativista, há muitas probabilidades de que a resposta seja afirmativa.

Teoria da conspiração?,  paranóia?, nada disso, simplesmente pura realidade.

A teoria do grande irmão não se considera mais uma paranóia mas a crua realidade. Se você está empregado numa empresa medianamente importante, provavelmente a sua navegação pela Internet esteja sendo monitorada (e quem sabe bastante coisa da sua vida também). Você deve ter muito cuidado com o que fala (grampos), e muito mais com o escreve e coloca nos seus e-mails, pois pode ser demitido por justa causa se a empresa considerar que esta passando informações sigilosas.

Claro que a informação da empresa, por sua vez, provavelmente também esteja sendo alvo de ataques de outras empresas concorrentes (de diversas formas). Paralelamente, todas elas junto com você e toda pessoa que seja medianamente significante em alguma coisa na vida, estão sendo monitoradas  agora mesmo por macrosistemas ao serviço de diversos governos.

Vigilantes que vigiam outros vigilantes, vigilantes que se vigiam entre sim, vigilantes que vigiam você e eu, vigilantes que pensam que estão sendo vigiados até quando não estão. A situação é paranóica, porém real. Os internautas começamos a nos sentir como os cidadãos de países totalitários como Cuba ou China, onde tudo é monitorado é falar demais pode ser fatal.

As justificativas dos governos são bem conhecidas, o terrorismo, o crime organizado, bisbilhotar pra nos proteger… A verdadeira realidade, redes de interesses corporativos numa guerra cruzada extremamente complexa de dimensões mundiais, onde o público e o privado se misturam, sobrepondo-se aos nossos direitos individuais.

De fato, pode se dizer que a terceira guerra mundial já começou, foi naquele fatal 11 do Setembro, só que é uma guerra difusa, de longo percurso, uma guerra onde a tecnologia joga um papel fundamental, onde o domínio das economias não só se faz pela força (seguindo o esquema clássico dos antigos impérios), mas com a ajuda das multinacionais, e onde todos somos participes de alguma forma. Não há bombas nucleares (por enquanto) mas ações bélicas focalizadas e espionagem massivo constante.

Todos estamos sendo monitorados de alguma forma.

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Aug 28 2008

Manga & Music

Publicado por Miguel Cabezas Seções Animação, Música, Videos

Este post é para os amantes do manga e da boa música.

Via progenote’sblog



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Aug 25 2008

Velocidade Máxima em Javascript com Firefox

Publicado por Miguel Cabezas Seções Notícias

Está bombando na rede uma nova técnica denominada tracing que ao parecer permite melhorar drásticamente (se fala de até 7 vezes)  o rendimento na execução de código JavaScript em Firefox.

A característica esta comentada em profundidade em Ars Technica, onde informan que Tamarin, o futuro motor de execução Javascript do Firefox 4, deverá integra-la de forma completa.

No entanto, parece que já teremos alguns avanços em Firefox 3.1, e Safari 4, quem a integrara com SquirrelFish

No site da fundação Mozilla publicaram este vídeo demonstrativo, simplesmente IM-PRE-SI-O-NAN-TE

Este tipo de notícia é altamente beneficiosa para o software livre, pois reforça a tese de que a maioria dos aplicativos deveram rodar via web, pode ser que até mais em breve do previsto inicialmente pelos especialistas, tornando assim irrelevante o sistema operacional utilizado.

Via Barrapunto



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Aug 22 2008

Burj Dubai Tower, O Aranha-Céus Mais Alto do Mundo

Publicado por Miguel Cabezas Seções Notícias, Tecnologia

A Ponto de concluir em Dubai a construção do aranha-céus mais alto do mundo. Imagens espectaculares da construção estão disponíveis em Gizmodo.

License CC - Foto by Pete



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