Piratas do Caribe no fim do mundo
O que se deve esperar de Piratas do Caribe no fim do mundo? Essa é uma pergunta bem individual, já que existe uma parcela da população que foi ou vai ver o filme somente para se divertir, a outra parte vai para tentar ver um filme de qualidade, o que muitas vezes não consegue, porém eu fui ver o filme sem expectativa alguma, com a esperança de que as minhas expectativas não atrapalhassem o meu ponto de vista critico, mas nem isso ajudou muito.
O maior erro de “Piratas do Caribe 3”, talvez seja a sua própria existência, afinal todo o roteiro do filme foi feito apressadamente pela pressão dos executivos da Disney com somente uma intenção: Ganhar dinheiro, e bem desse principio começa todo os outros problemas, é visível que o roteiro foi feito às pressas, e juntou o que tinha de bom do primeiro filme da saga com cenas de ação, mais uma explicação para a trama do mesmo.
A primeira hora do filme, não passa de uma introdução um tanto forçada e algumas exageradas, para o grande ato: a luta entre duas facções diferentes, e por causa disso por muito tempo nós vemos uma desculpa para o uso de personagens mal utilizados, que além de não acrescentar nada a trama, só atrapalha, como a Tia Dalma, que por mais pequena que fosse sua participação no filme anterior, esta ao menos estava na medida certa, seu personagem neste filme além de cansativo, foi bastante previsível e falho de informações concretas.
Outro ponto negativo é a má utilização de Jack Sparrow, que se no primeiro filme demonstrou personalidade, no segundo um instrumento para cenas de ação, neste não passa de uma marionete em varias lutas, porém é visto que Johnny Depp ainda consegue transmitir charme ao personagem, que não tem tantas chances de brilhar como no primeiro longa.
Mas na falta de Jack Sparrow, nós ainda temos duas interpretações que conseguem deixar a tela tensa e mais divertida, e os atores que conseguem passar tais emoções são, Bill Nighy, na pele do principal vilão do filme, Davy Jones, que consegue passar um carisma que somente grandes vilões cinematográficos conseguem e ainda atuação equilibrada em diversas cenas, o outro ator é Geoffrey Rush, que se mostra mais insano do que já visto na pele de Barbosa, e consegue trazer o mesmo carisma do primeiro filme com algo mais.
Porém o melhor momento do filme, é sem duvida a grandiosa batalha final, que consegue superior a batalhas dos filmes anteriores e ainda cativar e amedrontar a platéia em certos momentos, mas mesmo assim ela não é perfeita por culpa de alguns momentos um tanto exagerados demais, além da morte de um personagem, que só serve para ele ressuscitar de novo, algo bastante prezado pela decadente Disney hoje em dia.
Mas quando você chega no fim da seção, para bem ou para o mal, uma sensação de alivio transborda pelo seu corpo, a sensação de missão cumprida.
