As Lições do Vista
O fracasso do novo sistema operacional de Microsoft, o Windows Vista, e as recentes declarações de Linus Torvald dizendo que o Linux não termina de se impor devido ao fator “inércia” do windows XP e que isto, inclusive, pesa enormemente sobre o crescimento do próprio “Vista” da Microsoft, deve nos fazer refletir a todo o mundo Linux.
O fracasso do novo sistema operacional de Microsoft não se deve somente a algumas decisões estratégicas duvidosas do gigante de Redmond, como, por citar um exemplo, o DRM, e sim mas bem a questões culturais (de costumes) e de paradigmas no uso de um sistema operacional.
O mais incrível é que, na realidade o Windows XP dista muito de ser aquele sistema operativo fácil que aparenta ser. O ponto no XP é que depois de tanto tempo como um quase-monopólio dos sistemas operacionais, a gente costumou-se “por força do mercado” com o seu jeito, o qual é diferente de que “objetivamente” seja um sistema fácil de usar.
Isto me leva a uma questão que gostaria de comentar com vocês. O Gui do sistema operacional, ou seja, a interface gráfica com o usuário, trata-se de um dos fatores principais para que um sistema operacional seja aceito, mas parece que toda a riqueza de opções do Linux nesse sentido ainda não é suficiente para cativar definitivamente ao usuário desktop.
Provou-se que os “efeitos especiais” da interface (cubos e demais flores) mesmo atraindo alguns usuários não é o caminho para o crescimento do Linux. Muito mais efetivo é atingir uma melhor interação humano-máquina. Nesse sentido vejam como a consola wii da Nitendo mesmo com características técnicas inferiores aos concorrentes arrasou no mercado graças ao criativo e novedoso modo de interação do seu mando.
Os projetos Gnome e KDE de Linux evoluíram muito, porém seguem sendo variações de um mesmo paradigma de interação que se iniciou com o Mac, mas consolidou-se no mercado com o Windows graças a plataforma PC. Como disse Linus Torvalds, para o usuário médio é melhor o mau conhecido do que o bom por conhecer. Este usuário médio medroso às mudanças, que é a maioria, é a verdadeira fronteira de Linux. Como conquistá-lo?
Qual é então o ponto? Simplesmente que a “gui” que faça esquecer o XP deve partir de um paradigma diferente que situe a usabilidade no verdadeiro centro.
Um caminho bem interessante a ser mais explorado é o modo “easy” da distro “Xandros” organizando o desktop em áreas por temas (algo odioso para os frikies, porém simples para quem não sabe mexer com computador) implementado com sucesso no Eee PC da Asus (e arrasando) . É bem direto e simples, acho que o caminho pode ser algo nesse estilo, orientado às tarefas e processos rotineiros do usuário.
Tenho a sensação de que frikies seguem desenhando as interfaces de usuário e que ainda não se da a suficiente importância a simplicidade da interface. Linux tem algumas “chaves” preciosas e pouco exploradas nesse sentido como o citado exemplo do Xandros. Os lideres dos projetos Gnome e KDE deveriam tomar boa nota disto.
Isto é Netmind
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