A Nova Estratégia de Microsoft Contra Linux
Muito interessante o análise que fazem José María Lancho e Julian Coccia no blog Linux Español sobre a nova estratégia que estaria adotando Microsoft para enfraquecer o movimento Linux.
Basicamente esta estratégia consistiria no controle mais o menos mascarado dos grupos sociais chave que sustentam e desenvolvem os principais projetos do movimento Linux e do software-livre.
Nesse sentido, os autores também mostram a sua opinião (com a que concordo plenamente) sobre os recentes acordos da Microsoft com diversas empresas de software-livre. Segundo os autores:
“Os acordos entre Microsoft e empresas de software livre têm dois denominadores comuns: A promessa de não atuar legalmente sobre a outra parte por possíveis violações de patentes, e uma mudança de rumo nos projetos de software livre envolvidos, orientados agora ao beneficio econômico de Microsoft” (tradução livre).
Os autores mostram diversos exemplos que reforçam a sua tese, como a empresa Xensource recentemente adquirida por Citrix, empresa aliada de Microsoft Microsoft. O projeto de software livre de Xensource permitia a virtualização de Windows no Linux e viceversa. No entanto, o foco de Xensource passa a ser agora a virtualização de Linux no Windows, e não a inversa.
Outro exemplo que citam os autores é o acordo assinado reientemente entre Microsoft y Zend (da linguagem PHP) que focaliza melhorar o funcionamento de PHP nos servidores Windows, e inclusive a decisão da Gnome Foundation para a adopção do padrão OOXML da Microsoft na sua suite ofimática.
Assim as coisas, o análise dos autores pode parecer pessimista e que a Microsoft esta sendo muito esperta e tal, e aqui é onde eu discordo totalmente (se é que há realmente tal pensamento por trás do artigo). Em definitiva, a Microsoft começou a fazer com o software-livre o que sempre praticou com a empresa privada (e que rendeu-lhe ótimos resultados), que é nem mais nem menos que abrir o talão de cheques e sair de compras, porem…
Porem o software-livre não se rege pelas mesmas leis que a empresa privada e a abordagem pode estar furada de raiz. Quiças esto o sabem as proprias empresas que estão fazendo acordos com a Microsoft e pensam como é bom tirar grana da Microsoft numa especie de partida de poker na qual o adversario tem muita grana e é um péssimo jogador. Não há quem se resista.








