Jun 04 2008

Microsoft Descobre o Filão dos Notebooks de Baixo Custo

Publicado por Miguel Cabezas Seções Notícias, Quebrando a Linha

NetmindPois é, a Microsoft quer movimentar-se rápido, reagir, e ocupar posições no pujante mercado dos notebooks de baixo custo. Como sempre, a gigante de Redmond descobrindo tarde as tendências do mercado e correndo atrás do prejuízo, algo tradicional nela (ou seja, a clássica e medíocre estratégia de sempre esperar a ver que acontece e depois agir com velocidade).

Lembremos que este segmento foi descoberto pela ASUS com os seus EeePC. Actualmente enormes mercados em expansão como o da China, India, e sem ir mais longe, aqui mesmo no Brasil, estão de olho neste tipo de produtos. Eis uma verdadeira revolução que promete pressionar os preços dos notebooks ainda mais para baixo :)

Inicialmente o sistema operativo oferecido com este tipo de equipamentos era quase exclusivamente Linux, posteriormente, o sucesso dos mesmos e sua popularização fez com que muitas pessoas demandassem a inclusão de Windows nos mesmos.

Nada contra, o velho XP ressuscitando mais uma vez dentre os mortos para salvar a Microsoft (veja um velho post sobre o assunto envolvendo o OLPC). E devem existir planos para versões “Light” do Vista para este tipo de equipamentos, acreditem se quiser.

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Oct 27 2007

Microsoft quer o XP no OLPC(One Laptop per Child)

netmind-face-bw.jpegEra questão de tempo, o perigo de um programa de distribuição massiva de laptops com Linux para crianças era algo que não podia ser esquecido pelo pessoal de Redmond.

Supondo um mundo paralelo em que as situações são análogas e as empresas têm nomes parecidos mas não iguais que os do nosso mundo, o “dialogo” (eufemismo das grandes empresas para os monólogos dos presidentes ou CEO’s) para tomar a decisão de introduzir o sistema poderia ter sido algo assim…

BREVE HISTÓRIA DE UMA DECISÃO

Big Chefão, grande espírito condutor das energias da megacorporação MIJOSOFT, iniciou a reunião de pé num tom de reflexão.

-Ummm, vejamos, crianças no mundo todo usando Linux… O que vocês pensam disso?

PS1 (Pusha Saco número 1, não confundir com a consola do nosso mundo) tomou a palavra.

-Relaxe chefe, são só crianças. Nós temos o mercado!

PS2 continuo na mesma linha.

-É mesmo chefe, além do mais o brinquedo vai durar um dia no máximo até que as crianças o quebrem.

Big Chefão pareceu algo contrariado mas prosseguiu…

-As crianças de hoje são os adultos de amanhã, seus tolos. Devemos formar as suas mentes no software proprietário e não nessa libertinagem do “software livre”.

Big chefão se afastou para uma das enormes janelas da imensa sala de reuniões, num dos seus célebres movimentos zen de reflexão (o pensamento deve sempre preceder a ação, Sen sei Big Chefão assinou…) famosos nos livros de administração.

O crânio ou simplesmente Big, como também era conhecido na megacorporação MIJOSOFT começou a mostrar um olhar inquieto enquanto observava desde a janela como os empregados brincavam alegremente no pátio de recreação. Tratava-se da última dinâmica projetada pelo maligno departamento de RH para o adestramento, quer dizer, treinamento, de “melhorias” no trabalho em equipe. -Excelente, excelente, pensou.

Com a rapidez de uma águia maluquinha que procura o seu alvo no mato fechado, Big Chefão desviou o seu olhar inquieto para o horizonte. As nuvens preocupavam ao grande CEO, deveria ter um céu claro, e isto o faria decantar-se por não fazer nada, mas aquelas nuvens no horizonte o preocupavam, tinha que fazer alguma coisa. Claro que este método de tomada de decisão, pensou, era um tanto esquisito, por outro lado, também era muito mais rápido que ler as 500 páginas dos relatórios que tinha acima da mesa. Finalmente voltou-se para os seus PS’s e com voz firme falou:

-Vamos a colocar o CEGO no projeto das crianças!

O CEGO, o novo e revolucionário sistema da MIJOSOFT. Calafrios passaram pela dúzia de PS’s lá reunidos. Como dizer para ele que isso era impossível. Algo como tentar colocar o problemático motor de um tanque mal projetado em um carro popular. Finalmente PS1, o funcionário colaborador melhor adestrado, quer dizer, treinado, nas artes comunicativas com as altas hierarquias estratosféricas sorriu de uma forma um tanto benévola (anotação de Big na mesma hora, “o tamanho do sorriso nas aseverações devera ser revisado pelo departamento de RH”, correção… “o sorriso devera ser extinto das reuniões e trocado por gestos assertivos que demonstrem o pensamento positivo e o trabalho em equipe”) e, pausadamente, disse:

-Big, aquela coisa não merece tanta generosidade da vossa inteligência. O nosso velho e bom XaPito da conta do recado.

Ao ouvir tamanha ousadia, o XaPito estava já obsoleto e devia ficar fora de linha (no entanto resistia-se a morrer diante das desventuras do novo sistema CEGO), Big franziu a testa, porém após alguns instantes que deveram parecer eternos para PS1, a face de Big Chefão iluminou-se de novo.

Verdadeiramente, para que matar moscas a canhonazos, colocaremos o XaPito -sentenceu Big Chefão com um grande sorriso na sua face de sargento de ferro.

-Grande ideia, Big, “alavancou” PS2

Enquanto isso, o resto dos PS’s discutiam em voz baixa se o projeto de computador para crianças teria as três teclas vitais necessárias para que o sistema pudesse funcionar.

-O “Ctrl” não sei bem….

-Será que tem o “Alt”?

-Gente, o “Del” seguro que tem!

As frases e as duvidas se cruzavam no tumulto galináceo dos PS’s lá reunidos.

E foi assim que foi decidido que as crianças de tudo o mundo não ficariam exentas de saber o que era uma tela azul, um travamento do sistema, e que não só as pessoas ficavam doentes pelos virus mas também os computadores, mas sobre tudo, sobre tudo, elas não iriam nunca a ser mais inocentes, pois Big sempre estaria vigiando elas.

Miguel Cabezas

OBS: Qualquer parecido com a realidade dos nomes, locais e personagens aqui relatados é fruto do acaso e da aletoriedade do meu teclado.

Isto é Netmind

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Oct 22 2007

Supercomputador é Substituido por Consola de Videogame

Publicado por Miguel Cabezas Seções Ciência

Gaurav Khanna, um professor de astrofísica da Universidade de Massachusetts, substituiu o serviço de aluguel de supercomputadores que vinha utilizando habitualmente para realizar os seus cálculos de simulação de ondas gravitacionais, por um cluster de 8 consolas PlayStation 3 em paralelo mais conhecido como PS3 Gravity Grid, baseado em GNU/Linux.

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Cluster de PS3

Após um mês de funcionamento, segundo o professor não houve perda de rendimento em relação à solução antiga, economizando os 5.000 dólares que gastava em bolsas da NSF (alugando aprox. 200 nodos de supercomputador). Ainda as consolas sairam de graça para ele, pois a Sony as deu de graça para ver se a solução era realmente viável :)
A PS3 roda com o poderoso processador CELL de propósito geral, possui 8 núcleos de processo adicionais com 2 pipelines cada um, o que faz da consola uma solução muito boa para computação distribuída.

Via CódigoCero

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Oct 18 2007

A Força está com o Linux

Publicado por Miguel Cabezas Seções GNU/Linux, Humor

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Traduzido de El predicador Malvado

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Oct 18 2007

Lançado Ubuntu 7.10

Publicado por Miguel Cabezas Seções GNU/Linux, Software-Livre, Ubuntu

A versão 7.10 do Ubuntu, também conhecida como Gutsy Gibbon, encontra-se disponível para download e atualização.

Recomendo visitar o agregador de blogs, planeta Ubuntu, para encontrar torrents e formas alternativas de download já que nas primeiras horas os servidores devem ficar congestionados.

ubuntu-gutsy-gibbon.jpg

Chegou o Macaco Corajoso!!!

Links

Ubuntu 32 bits: link1, link2, link3, link4

Ubuntu 64 bits: link1, link2, link3, link4

Veja também as notas de lançamento (em inglês).

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Oct 12 2007

Ubuntu 7.10 Release Candidate

Só faltam 6 dias para o lançamento da versão final do Ubuntu 7.1 (Gutsy Gibbon). Para os mais apresados já esta disponível para download a versão RC (release candidate) de toda a família Ubuntu 7.10.

ubuntu.gif

Links para Download

Ubuntu - http://releases.ubuntu.com/releases/7.10
Kubuntu - http://releases.ubuntu.com/releases/kubuntu/7.10
Edubuntu - http://releases.ubuntu.com/releases/edubuntu/7.10
Xubuntu - http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/7.10/rc

Via Planeta Ubuntu

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Oct 04 2007

Anunciada a Versão Definitiva de OpenSUSE 10.3

Publicado por Miguel Cabezas Seções Downloads, GNU/Linux

Hoje se anuncio a versão definitiva de OpenSUSE 10.3 e a disponibilidade dos seus DVDs y CDs “Golden Master” de instalação para as plataformas x86, x86_64 y PPC.

OpenSUSE 10.3 inclui o recentíssimo GNOME 2.20; KDE 3.5.7 e também algumas partes de KDE4; um novo tema verde como o do SuSE original; uma versão baseada em GTK+ de YaST, instalador de pacotes 1-Click, suporte de MP3, Compiz no DVD de instalação e Compiz Fusion nos seus repositórios.

Outras características destacadas:

  • OpenOffice.org 2.3
  • Kernel 2.6.22.5
  • XFCE 4.4.1
  • GCC 4.2
  • e muito mais

Links: OpenSUSE, Download, Screenshots

Fonte: Tradução Livre de VivaLinux

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Sep 30 2007

O Lançamento de Halo 3 Bate Todos os Recordes e…

e… isto pode ser uma boa oportunidade para o GNU/Linux, vejamos porquê…

É verdade que a divisão de entretenimentos da Microsoft esta em um bom momento com o lançamento de Halo 3, um jogo espetacular, temos que reconhecer este fato.

O faturamento inicial da estreia de Halo 3 superou lançamentos de superproduções cinematográficas recentes de sucesso como Spiderman 3 e isto deve ser motivo de reflexão (no bom sentido).

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Halo 3 (Imagem Wikipedia)

A indústria do cinema tradicional convive agora com outro produto de entertainment, os supervideogames com orçamentos multimilionários. Os videogames já não se criam, se produzem.

Trata-se de uma forma de entretenimento que pode até modificar futuramente a forma como entendemos o cinema. Pensemos, por exemplo, num tipo de cinema interativo em que cada um possa ser protagonista da história.

Voltando ao Linux. O quesito jogos segue sendo um dos seus pontos fracos, mesmo com os avanços realizados com wine e derivados, ou com algumas empresas comercializando versões nativas dos seus jogos para o pinguim. Também é certo que houve avanços recentes nos drivers para GNU/Linux das placas aceleradoras (componentes-chave para os jogos), como é o caso da ATI, mas tudo isso ainda é insuficiente, por quê?

A resposta é porque ainda há uma grande diferença entre o conceito do software livre que se aplica ao mundo da informática (que foi onde nasceu), e quando esse mesmo conceito se aplica a outras áreas da atividade humana como, por exemplo, fazer cinema.

É necessário fazer ver aos produtores de obras intelectuais de todos os âmbitos (cinematográfico, musical, literário, etc…) que é possível ganhar dinheiro no mundo GNU/Linux. Na verdade é possível ganhar até mais dinheiro.

O conceito do software-livre convive agora com outros mais recentes como os modelos de licença da Creative Commons, que eu utilizo bastante, e que permitem modelos de negócios interessantes. Há obras literárias com o selo CC, por exemplo, que permitem uma divulgação da propriedade intelectual compatível com modelos de negócio, porem este movimento ainda é tímido, embora seja crescente.

Em qualquer caso, tenho a suspeita de que o movimento do software livre morrerá se não há uma ênfase dos seus líderes em expandir este conceito a outras áreas de atuação. Isto deveria tornar-se uma prioridade estratégica.

Para tanto é preciso ter uma visão diferente de como podem funcionar os mercados. Vou exemplificar o que quero dizer para que fique claro e sem rodeios.

O conceito central do novo paradigma é o “share” (a quota de assistência) que canaliza os recursos de publicidade. Isto fica claro no valor bursátil (valor em bolsa) das empresas denominadas virtuais como, por exemplo, youtube.

Por exemplo, imagine assistir confortavelmente na sua telona sentado na sua poltrona favorita a estreia da última superprodução de um videogame. Claro que isto já é possível hoje pagando que nem tv a cabo, mas vamos mudar um pouco o hardware e a situação, imagine esta telona conectada à rede sem fio da sua casa centralizada num computador conectado a Internet e rodando GNU/Linux (um sistema livre, sem custo), e você assiste de graça a estreia.

Ummm… Como pode ser possível isto?. Bem, durante o jogo (ou deveria dizer experiência?) você sobe num carro da marca X (publicidade) vai vestir uma roupa Y, e, quem sabe visitar um hotel Z, etc… Algo parecido se faz nas novelas da TV, só que aqui a experiência é reforçada pela interatividade.

Pois bem, X,Y,Z… não tem que ser alternativas únicas de produtos dessas marcas, podem ser, ainda, várias alternativas (vários modelos de carro, por exemplo). Em determinado momento qual você escolheria para fugir do vilão do game?

No exemplo exposto, as marcas X,Y,Z, não só transmitem sua mensagem aos seus potenciais clientes, quanto que obtém valiosas informações dos gostos dos seus clientes. Tudo isso sem incomodar ninguém com mensagens publicitários.

Hardware barato rodando GNU/Linux pode ser fabricado em grande escala a baixo custo permitindo viabilizar redes sem fio domesticas que interconetem todos os aparelhos do lar. As oportunidades de negócio cresceriam exponencialmente.

Hoje em dia, o modelo de consola domestica, se parece muito ao de impressoras a jato de tinta ou celulares. Pague pouco pelo hardware que depois a gente mete a faca com o preço da tinta, das chamadas, ou dos jogos (com até 1/3 do preço da consola as vezes).

Este modelo “criativo” da indústria permite um parcelamento disfarçado da aquisição mas estimula mecanismos de pirateria na aquisição dos “consumíveis”.

Com tudo, as produtoras de conteúdo (de cinema por exemplo) podem acordar para o que esta sucedendo e ver como um modelo que EXPANDA E DEMOCRATIZE AO MÁXIMO OS COMPUTADORES (possibilidade na qual o GNU/Linux tem maiores chances de sucesso que windows) de forma livre só traz benefícios pra elas.

Para quem produz conteúdo, o importante são os canais de distribuição, e estes canais estão mudando para a rede, portanto esta situação só beneficia aos produtores de conteúdo “se sabem jogar o jogo certo”. Teremos então centos, milhares, de Halo 3 e ainda melhores, de graça.

Se o financiamento dos projetos, muda-se também para “oportunidade de share”, então temos a chave que falta nesse modelo de negócio para se firmar como o novo paradigma de negócios do século XXI.

Nesse esquema, tenho a certeza que é possível fazer uma produção como Halo 3 para GNU/Linux a uma fração do seu custo atual, e ainda melhor.

Miguel Cabezas (Netmind)

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Sep 28 2007

Quál é o Tamanho Ideal para a Partição Swap no Linux?

Publicado por Miguel Cabezas Seções Dicas, GNU/Linux

Comenta Barrapunto que uma das lendas urbanas sobre a partição swap no Linux é que o seu tamanho ótimo é de duas vezes o tamanho da RAM. Certamente, uma “norma” bastante estendida entre os fans do pinguim. Porem Barrapunto cita a Russell Coker quem explica com detalhes no seu weblog que isto não e bem assim.

Segundo ele, na atualidade o certo é usar um tamanho de swap igual ao da RAM para ordenadores con menos de 1G, a mitade da RAM entre 2G y 4G, e deixa-lo em 2G para os que tenham mais de 4G.

Na opinión de Rusell, nenhum sistema de armazenamento que ele conheza é capaz de usar satisfactoriamente mais de 2G como swap. A ideia de que a swap debería ser o dobro da RAM veria de tempos anteriores a Linux, em que algumas versiones de UNIX precisavam dispor de uma página de memória no disco por cada una de memória virtual, porem nunca foi o caso de Linux, no qual a memória virtual disponivel é igual a soma da memoria da real mais o espaço de intercâmbio.

Tradução de Barrapunto

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