Sep 04 2008
Microsoft, Inovação é o meu Credo
Vocês sabem que eu não simpatizo muito com a Microsoft (por dizer de um modo elegante e positivo que não sou fan
do modelo de negócios da chamada gigante de Redmond) ou então lêem muito pouco este blog, porém, o que é justo é justo, e temos que parabenizar a Microsoft, pois a sua equipe de pesquisa & desenvolvimento (algo assim como o departamento jurídico de qualquer outra empresa) obtive a patente das teclas PageUp e PageDown. Sim, isso mesmo, as teclas para avançar e retroceder páginas que se usam em qualquer software que faça uso de textos.
Realmente, temos que reconhecer como esta empresa bilionária é tão criativa e inovadora, que consegue patentes por coisas que já existem muitos anos antes de que o velho Bill incluisse elas no sistema das janelas. Na verdade, a criatividade da Microsoft não conhece limites. O mantra deles deve ser algo assim como “Inovação é o meu Credo”, embora na verdade a palavra pei… seja mais pertinente com a sua vocação criativa.
Temos que nos descobrir também diante da competência do departamento de patentes USA pela concessão desta patente à Microsoft. A globalização sem dúvida esta aproximando as práticas jurídicas de todos os países e os USA estão sentindo o peso das correntes bananeiras da globalização.
Acredito que as próximas patentes da gigante de Redmond, devem estar na linha de patentear as setas de sentido esquerdo e direito, e, quem sabe, num insight profundo, o próprio conceito de “tecla”.
Os imensos recursos da Microsoft, sem dúvida, estão sendo bem utilizados pelo CEO Ballmer. Pesquisas de como patentear formas de respirar e de andar, devem estar em andamento. O velho Bill pode respirar tranquilo com Ballmer no comando e seguir fazendo caridade nos países pobres deste mundo.
Mas no fundo, no fundo, todos sabemos que a intenção de Bill e vender o Vista a Deus (Bill sempre pensa grande e como bom guru está lá na frente na estrada do futuro, observando nitidamente… o Apocalipse, é claro), ummmm, também o plano pode ser mais humilde, tipo ter uma vaga vip no céu. Eu, pessoalmente, estou mais inclinado na hipótese da vender o vista a Deus. A conversa seria algo assim:
Olha lá, Deus, admite que o Windows tiro a fome de muita gente, ele é do bem. Além do mais, o universo esta descontrolado, é um completo caos, galáxias colidindo, buracos negros (que papo racista é esse, ein!!!), e que história é essa do monolito, isso é muito bizarro, pensa em “usabilidade”, pensa em “facilidade”. Que não é confiável? Uns bugs aqui e acolá no Céu e na Terra (pense em interacção), vão confundir o capeta. Falando disso, eu já consegui o contrato dele, não resistiu quando viu as clausulas dos meus advogados, ficou chorando falando do fim da história. Veja lá agora, o inferno transformou-se numa experiência realmente infernal, e não aquela merda obsoleta de Dante. No fim das contas, problemas são sempre oportunidades para fechar um bom negócio.
Isto é Netmind
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