Feb 09 2008

10 Aniversário do Software Livre

Publicado por Miguel Cabezas Seções Software-Livre

Hoje 9 de Fevereiro de 2008 faz 10 anos que Bruce Perens publicou a definição de Software Livre e anunciou junto com Eric Raymond a Open Source Initiative.

Feliz aniversário!!!

Via LinuxHispano

Opine sobre este post

Feb 01 2008

A Nova Estratégia de Microsoft Contra Linux

Publicado por Miguel Cabezas Seções GNU/Linux, Software-Livre

Muito interessante o análise que fazem José María Lancho e Julian Coccia no blog Linux Español sobre a nova estratégia que estaria adotando Microsoft para enfraquecer o movimento Linux.

Basicamente esta estratégia consistiria no controle mais o menos mascarado dos grupos sociais chave que sustentam e desenvolvem os principais projetos do movimento Linux e do software-livre.

Nesse sentido, os autores também mostram a sua opinião (com a que concordo plenamente) sobre os recentes acordos da Microsoft com diversas empresas de software-livre. Segundo os autores:

“Os acordos entre Microsoft e empresas de software livre têm dois denominadores comuns: A promessa de não atuar legalmente sobre a outra parte por possíveis violações de patentes, e uma mudança de rumo nos projetos de software livre envolvidos, orientados agora ao beneficio econômico de Microsoft” (tradução livre).

Os autores mostram diversos exemplos que reforçam a sua tese, como a empresa Xensource recentemente adquirida por Citrix, empresa aliada de Microsoft Microsoft. O projeto de software livre de Xensource permitia a virtualização de Windows no Linux e viceversa. No entanto, o foco de Xensource passa a ser agora a virtualização de Linux no Windows, e não a inversa.

Outro exemplo que citam os autores é o acordo assinado reientemente entre Microsoft y Zend (da linguagem PHP) que focaliza melhorar o funcionamento de PHP nos servidores Windows, e inclusive a decisão da Gnome Foundation para a adopção do padrão OOXML da Microsoft na sua suite ofimática.

Assim as coisas, o análise dos autores pode parecer pessimista e que a Microsoft esta sendo muito esperta e tal, e aqui é onde eu discordo totalmente (se é que há realmente tal pensamento por trás do artigo). Em definitiva, a Microsoft começou a fazer com o software-livre o que sempre praticou com a empresa privada (e que rendeu-lhe ótimos resultados), que é nem mais nem menos que abrir o talão de cheques e sair de compras, porem…

Porem o software-livre não se rege pelas mesmas leis que a empresa privada e a abordagem pode estar furada de raiz. Quiças esto o sabem as proprias empresas que estão fazendo acordos com a Microsoft e pensam como é bom tirar grana da Microsoft numa especie de partida de poker na qual o adversario tem muita grana e é um péssimo jogador. Não há quem se resista.

Opine sobre este post

Oct 18 2007

Um Prêmio Nobel de Economia Adere à Causa do Software Livre

Publicado por Miguel Cabezas Seções Ciência, Notícias, Software-Livre

Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2001, declarou em recente palestra na sede da Confederação de Empresarios de Andaluzia (Espanha), que o modelo de software libre é muito importante para o desenvolvimento e deve ter grande suceso no mundo todo.

Stiglitz aproveitou o momento para aderir á “causa” do código aberto, mostrando o seu apoio. Segundo ele, o software livre deve atuar como agente corretor de alguns problemas da globalização. Stiglitz que já fora consultor do ex presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, afirmou também que o software livre será una peça fundamental no processo de distribuição da riqueza mundial.

Fonte: CódigoCero

Opine sobre este post

Oct 12 2007

ABNT Reprova a Adoção do Open XML

Mais uma vitória da Comunidade de Software Livre contra a Microsoft.

Depois de meses de discussões, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) decidiu reprovar a adoção do Open XML, sistema defendido pela Microsoft como padrão mundial de comunicação para uniformizar a linguagem de todos os arquivos digitais.

Mais informação em Planeta Ubuntu Brasil (Blog do Ubuntuser)

Opine sobre este post

Sep 30 2007

O Lançamento de Halo 3 Bate Todos os Recordes e…

e… isto pode ser uma boa oportunidade para o GNU/Linux, vejamos porquê…

É verdade que a divisão de entretenimentos da Microsoft esta em um bom momento com o lançamento de Halo 3, um jogo espetacular, temos que reconhecer este fato.

O faturamento inicial da estreia de Halo 3 superou lançamentos de superproduções cinematográficas recentes de sucesso como Spiderman 3 e isto deve ser motivo de reflexão (no bom sentido).

256px-halo_3_final_boxshot.JPG

Halo 3 (Imagem Wikipedia)

A indústria do cinema tradicional convive agora com outro produto de entertainment, os supervideogames com orçamentos multimilionários. Os videogames já não se criam, se produzem.

Trata-se de uma forma de entretenimento que pode até modificar futuramente a forma como entendemos o cinema. Pensemos, por exemplo, num tipo de cinema interativo em que cada um possa ser protagonista da história.

Voltando ao Linux. O quesito jogos segue sendo um dos seus pontos fracos, mesmo com os avanços realizados com wine e derivados, ou com algumas empresas comercializando versões nativas dos seus jogos para o pinguim. Também é certo que houve avanços recentes nos drivers para GNU/Linux das placas aceleradoras (componentes-chave para os jogos), como é o caso da ATI, mas tudo isso ainda é insuficiente, por quê?

A resposta é porque ainda há uma grande diferença entre o conceito do software livre que se aplica ao mundo da informática (que foi onde nasceu), e quando esse mesmo conceito se aplica a outras áreas da atividade humana como, por exemplo, fazer cinema.

É necessário fazer ver aos produtores de obras intelectuais de todos os âmbitos (cinematográfico, musical, literário, etc…) que é possível ganhar dinheiro no mundo GNU/Linux. Na verdade é possível ganhar até mais dinheiro.

O conceito do software-livre convive agora com outros mais recentes como os modelos de licença da Creative Commons, que eu utilizo bastante, e que permitem modelos de negócios interessantes. Há obras literárias com o selo CC, por exemplo, que permitem uma divulgação da propriedade intelectual compatível com modelos de negócio, porem este movimento ainda é tímido, embora seja crescente.

Em qualquer caso, tenho a suspeita de que o movimento do software livre morrerá se não há uma ênfase dos seus líderes em expandir este conceito a outras áreas de atuação. Isto deveria tornar-se uma prioridade estratégica.

Para tanto é preciso ter uma visão diferente de como podem funcionar os mercados. Vou exemplificar o que quero dizer para que fique claro e sem rodeios.

O conceito central do novo paradigma é o “share” (a quota de assistência) que canaliza os recursos de publicidade. Isto fica claro no valor bursátil (valor em bolsa) das empresas denominadas virtuais como, por exemplo, youtube.

Por exemplo, imagine assistir confortavelmente na sua telona sentado na sua poltrona favorita a estreia da última superprodução de um videogame. Claro que isto já é possível hoje pagando que nem tv a cabo, mas vamos mudar um pouco o hardware e a situação, imagine esta telona conectada à rede sem fio da sua casa centralizada num computador conectado a Internet e rodando GNU/Linux (um sistema livre, sem custo), e você assiste de graça a estreia.

Ummm… Como pode ser possível isto?. Bem, durante o jogo (ou deveria dizer experiência?) você sobe num carro da marca X (publicidade) vai vestir uma roupa Y, e, quem sabe visitar um hotel Z, etc… Algo parecido se faz nas novelas da TV, só que aqui a experiência é reforçada pela interatividade.

Pois bem, X,Y,Z… não tem que ser alternativas únicas de produtos dessas marcas, podem ser, ainda, várias alternativas (vários modelos de carro, por exemplo). Em determinado momento qual você escolheria para fugir do vilão do game?

No exemplo exposto, as marcas X,Y,Z, não só transmitem sua mensagem aos seus potenciais clientes, quanto que obtém valiosas informações dos gostos dos seus clientes. Tudo isso sem incomodar ninguém com mensagens publicitários.

Hardware barato rodando GNU/Linux pode ser fabricado em grande escala a baixo custo permitindo viabilizar redes sem fio domesticas que interconetem todos os aparelhos do lar. As oportunidades de negócio cresceriam exponencialmente.

Hoje em dia, o modelo de consola domestica, se parece muito ao de impressoras a jato de tinta ou celulares. Pague pouco pelo hardware que depois a gente mete a faca com o preço da tinta, das chamadas, ou dos jogos (com até 1/3 do preço da consola as vezes).

Este modelo “criativo” da indústria permite um parcelamento disfarçado da aquisição mas estimula mecanismos de pirateria na aquisição dos “consumíveis”.

Com tudo, as produtoras de conteúdo (de cinema por exemplo) podem acordar para o que esta sucedendo e ver como um modelo que EXPANDA E DEMOCRATIZE AO MÁXIMO OS COMPUTADORES (possibilidade na qual o GNU/Linux tem maiores chances de sucesso que windows) de forma livre só traz benefícios pra elas.

Para quem produz conteúdo, o importante são os canais de distribuição, e estes canais estão mudando para a rede, portanto esta situação só beneficia aos produtores de conteúdo “se sabem jogar o jogo certo”. Teremos então centos, milhares, de Halo 3 e ainda melhores, de graça.

Se o financiamento dos projetos, muda-se também para “oportunidade de share”, então temos a chave que falta nesse modelo de negócio para se firmar como o novo paradigma de negócios do século XXI.

Nesse esquema, tenho a certeza que é possível fazer uma produção como Halo 3 para GNU/Linux a uma fração do seu custo atual, e ainda melhor.

Miguel Cabezas (Netmind)

LINKE, PUBLIQUE ESTE ARTIGO POREM RESPEITE A LICENÇA E AUTORIA CITANDO O AUTOR.

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons

Opine sobre este post

Sep 15 2007

Hoje é o Dia Internacional do Software Livre

Publicado por Miguel Cabezas Seções Software-Livre

softwarefreedom.png

Estamos de parabéns. Hoje, celebra-se por quarto ano consecutivo, o Software Freedom Day.

Trata-se de uma jornada festiva organizada de forma descentralizada e colaborativa por todo o planeta para divulgar a importância da liberdade do software.

O evento conta com o apoio de empresas como Google e Canonical e organizações como a FSF (Free Software Foundation).

Podes organizar o teu próprio evento ou localizar o mais próximo neste mapa, ver referências de RMS o leer una entrevista a Mark Shuttleworth.

Extraido de Barrapunto

Opine sobre este post

Sep 02 2007

Libere-se do Software Proprietário. Conheça as Alternativas Livres

Publicado por Miguel Cabezas Seções GNU/Linux, Software-Livre

Se você é um usuário win e esta pensando em migrar para Linux :) pode ser muito interessante visitar a pagina The Linux Alternative Project, nela podemos encontrar os programas livres equivalentes do software proprietário. Por exemplo o Photoshop (proprietário) pode ser substituído pelo Gimp (livre), e assim por diante Na maioria dos casos temos mais de uma alternativa o que mostra a riqueza de opções do mundo livre.

Muitos de estes programas existem também para o sistema das janelas, assim que você pode experimentar eles antes de fazer a troca de sistema operacional.

Opine sobre este post