Do excelente blog The Inquirer extrai esta surpreendente noticia…
(Tradução ao Português)
Uma câmara de 20 mil dólares acoplada a um telescópio com mais de 60 años consegue imagens mais nítidas que o telescópio espacial Hubble, um telescópio de 1.500 milhões de dólares.
Ou ao menos é o que sustentam astrônomos da Universidade de Cambridge e do Instituto de Tecnologia de Califórnia.
Para comprova-lo fizeram a prova no observatório do Monte Palomar, perto de São Diego, e o resultado foi o seguinte:

A imagem da direita corresponde ao telescópio do Monte Palomar e a da esquerda ao super-telescópio Hubble. Como pode se apreciar os resultados são bastante surpreendentes, inclusive para os próprios científicos que no esperavam uma melhora tão evidente.
Craig Mackay, o chefe do equipo de pesquisadores afirmou que “conseguimos obter o dobro de resolução que o Hubble.”
A atmósfera limita significativamente a claridade das imágens tomadas desde telescopios terrestres, daí que o Hubble esteja no espaço. Para solucionar este problema os científicos incorporaram uma cámara de alta velocidade (20 imagens por segundo) e utilizaram uma técnica que os astrónomos aficionados levam utilizando durante mucho tiempo, usar a óptica para corregir parte da distorção produzida pela atmósfera.
Com esta técnica obtiveram-se séries de imagens a grande velocidade que os científicos examinavam escolhendo aquelas nas quais a distorção era mínima, com estas séries consegue-se aumentar as probabilidades de obter uma boa imagen como a conseguida.
Comentário de Netmind ao post:
Mais um exemplo de como o paradigma da pesquisa científica deve incorporar mais intensamente os conceitos de rede, isto é, a noção de que atualmente qualquer pesquisa isolada (e não precisa se dizer as razões pelas quais muitas pesquisas são isoladas) será quase com absoluta certeza pouco criativa e extremamente cara em relação ao novo paradigma da sociedade em rede, no qual a aportação de muitos pontos de vista sobre a resolução de um problema otimiza a sua resolução.
O paradigma do software livre deve se espalhar mais na comunidade científica. De certa forma, a comunidade de pessoas, pode virar uma comunidade científica que aporte a sua visão sobre os problemas, desenvolvendo os projetos científicos como projetos open source. Gostaria de ver ampliado o conceito de Hacker (hoje vinculado ao mundo da informática) mais intensamente, hackers da engenharia, da medicina, etc…
Utopia ou futuro?
Isto é Netmind