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Um tributo ao Mestre do Cinema

Não há muito oque dizer sobre Robert Altman, ao não ser que ele era um gênio, e com muito pesar no coração eu escrevo este post.
Altman nos deixou um legado qual nem um outro conseguiria deixar, sua genialidade nos apresentou filmes como M*A*S*H, Nashville, Short cuts, O assasinato em Gosford Park e mais atualmente A última noite.
O mestre morreu nesta segunda-feira (20), em Los Angeles, o diretor de cinema Robert Altman. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira por um porta-voz de sua produtora. Altman estava com 81 anos e nascera em Kansas City, Missouri.
O diretor morreu devido a complicações causadas por um câncer, que havia sido diagnosticado 18 meses atrás. Na hora, estavam ao lado dele a mulher, Kathryn, e seus cinco filhos, informou sua produtora, a Sandcastle 5 Productions.
Segundo o comunicado da produtora de Altman, ele estava pré-produzindo um filme que pensava começar a rodar em fevereiro. Para muitos, a morte do diretor representa a perda de um dos últimos ‘rebeldes’ de Hollywood.
Apesar de ter sido indicado cinco vezes para o Oscar de melhor diretor, recebeu apenas um, pelo conjunto da obra, ainda neste ano.
Em seu discurso de agradecimento, Altman surpreendeu o público da premiação revelando que havia se submetido a um transplante de coração dez anos atrás e brincou dizendo que a Academia tinha se precipitado em sua homenagem, pois teria ainda quatro décadas de vida pela frente.
“Tive muita sorte na minha carreira. Nunca tive de dirigir um filme que não tivesse escolhido ou desenvolvido”, afirmou na ocasião. “Meu amor por fazer filmes me possibilitou uma entrada para o mundo e para a condição humana.”
O diretor tinha fama de difícil nos círculos hollywoodianos e também de beber demais - hábito que havia abandonado depois de um tempo.
Altman deixa sua mulher Kathryn e dois filhos deste casamento, e mais três de dois matrimônios anteriores.
“A última noite” (“A pairie home companion” no original) foi o título que deram para o que se tornaria o último longa do cineasta americano. Ali, o diretor já dava pistas de que não se tratava apenas de um filme, mas de uma modesta despedida de um dos maiores nomes da história do cinema.
O indício mais explícito foi a contratação do cineasta Paul Thomas Anderson (de “Magnólia”), que acompanhou as filmagens de perto para assumir o comando caso Altman não sobrevivesse até o final. Somente a lucidez de quem já viveu intensamente por oito décadas e realizou mais de 50 longas-metragens poderia ser capaz de uma decisão generosa como essa.
No filme, que mostra o fim de um tradicional programa de rádio dedicado à música country, a certa altura, o mais velho dos músicos do elenco, Chuck Akers (L.Q. Jones), morre quieto em seu camarim. A notícia entristece os participantes, mas não chega a atrapalhar o show, que segue em frente sem alterações.
A aparente indiferença dos colegas diante da morte de Akers gera revolta na jovem Lola (Lindsay Lohan), que protesta ao diretor do programa: “E se fosse você que tivesse morrido?”. “Eu vou morrer um dia”, diz ele. “Você não vai querer que as pessoas lembrem de você?”, replica Lola, indignada. “Eu não quero que mandem as pessoas lembrarem de mim”, responde. Com essas falas, Altman parece sugerir que não gostaria que sua eventual morte se tornasse motivo para lamentações. Há algo maior (a arte? A vida?) que continua.
Mais à frente, um novo personagem surge nos bastidores do programa, um anjo, que na voz macia da loira Virginia Madsen diz: “Não há tragédia na morte de um velho. Perdoe seus defeitos, agradeça a ele por todo seu amor e carinho.”
Com esse recado sincero de despedida, o criador de clássicos como “Nashville”, “Shortcuts”, “O jogador”, “M*A*S*H” (que depois virou série de TV) e “Quando os homens são homens” levou pela última vez à tela sua poesia múltipla, seu baile de personagens, a que os historiadores do Cinema deram o nome de “ensemble” (narrativa com foco diluído entre diversos protagonistas).
Seu estilo, hoje imitado a torto e direito por cineastas do mundo inteiro, fica de herança para o vocabulário do cinema mundial, e talvez a melhor homenagem a Altman seja manter vivo esse patrimônio na obra dos diretores do futuro. Como sugeriu o cineasta veterano em seu último trabalho, não há tragédia na morte de alguém de 81 anos, principalmente quando esse alguém deixa um extenso legado a ser admirado. E, com certeza, perdoamos seus defeitos e agradecemos a Altman por todo amor e carinho que dedicou a seu público.

18 Respostas to “Um tributo ao Mestre do Cinema”

  1. Anonymous Says:

    UM DOS GRANDES DIRTORES DE NOSSOS TEMPOS, DESCANSE EM PAZ

  2. Anonymous Says:

    O mestre

  3. Anonymous Says:

    só o elos filmes já vai pro ceu

  4. Anonymous Says:

    Um dos melhores

  5. Anonymous Says:

    grande diretor, grande homen

  6. Anonymous Says:

    já sinto uma imensa e grande saudade

  7. Anonymous Says:

    “Não há tragédia na morte de um velho. Perdoe seus defeitos, agradeça a ele por todo seu amor e carinho.”Descanse em paz altman

  8. Anonymous Says:

    UM MESTRE COMO NEHUM OUTRO

  9. Anonymous Says:

    e PENSAR QUE NUNCA LHE DERAM UM OSCAR POR DIREÇÃO

  10. Anonymous Says:

    digamme que não é verdade

  11. Anonymous Says:

    uma grande pessoa que fará falta

  12. Anonymous Says:

    Que defeitos, seus filmes erão perfeitos, Rest in Peace

  13. Anonymous Says:

    Que saudae o grande mestre nos dará

  14. Anonymous Says:

    semprei lemrarei altman, r.i.p

  15. Anonymous Says:

    Triste noticia

  16. Anonymous Says:

    Robert Altman Forever

  17. Anonymous Says:

    grande pessoa

  18. Anonymous Says:

    o melhor

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